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Infertilidade masculina: mito ou realidade?


Desde os tempos mais remotos existe um conceito bem difundido que cabe ao homem a responsabilidade de ter descendente. Na idade média quando um rei não tinha filhos, acabava por renunciar àquela mulher e procurar outra que fosse mais fértil. Era inconcebível ao homem ter alguma responsabilidade na dificuldade em ter filhos. Ainda temos alguns resquícios desse tipo de pensamento e muitos homens não conseguem sequer pensar na possibilidade de serem inférteis. Muitos relutam para fazer um simples espermograma. A investigação na mulher é bem mais complexa, com realização de diversos exames (ultra-som, dosagens hormonais, laparoscopia, histerosalpingografia, etc) enquanto que no homem é bem mais simples e não deve ser negligenciada. Entretanto, o que muitos homens não conseguem aceitar é que os fatores masculinos de infertilidade são responsáveis por cerca de 40 a 50% dos casos de infertilidade conjugal.

São alterações em quaisquer dos parâmetros do sêmen. O mais freqüente é a baixa concentração dos espermatozóides, mas também pode haver alterações em sua movimentação ou morfologia. A análise básica do fator masculino é o espermograma que deve ser colhido com 2 a 5 dias de abstinência sexual, ou seja, sem relação sexual ou masturbação. Devem ser avaliados o volume, pH, viscosidade, concentração, morfologia, vitalidade, motilidade, etc. Quando existe um exame de sêmen alterado o ideal é que se colha uma nova amostra, com intervalo de 30 dias, para confirmação diagnóstica.

As alterações no sêmen podem ser devidas principalmente a infecções e suas conseqüências (orquite, epididimite, prostatite), como, por exemplo, aquelas causadas pela caxumba na infância. A criptorquidia, ou seja, quando os testículos não descem para a bolsa escrotal também pode levar a alterações no sêmen. Também podem existir no homem alterações imunológicas e genéticas. As varicoceles são de valor discutível como causa de alteração seminal, pois em muitas vezes a correção da varicocele não leva a normalização do espermograma. Em casos de alterações severas, a avaliação por um urologista/andrologista é muito importante.

Todos os fatores acima podem dificultar a fertilização do óvulo pelo espermatozóide, levando a uma dificuldade em se obter uma gestação. Por isso o casal deve ser investigado detalhadamente para se ter um diagnóstico correto. Não é porque uma mulher tem endometriose, por exemplo, que os fatores masculinos de infertilidade não devam ser investigados. Do mesmo modo, se uma mulher apresenta como causa já diagnosticada de infertilidade uma anovulação, (dificuldade em ovular), não se deve negligenciar um possível fator tubáreo associado, pois muitas vezes encontram-se vários fatores de infertilidade associados em uma mesma pessoa.

Algumas alterações masculinas mais complexas têm como tratamento a realização de procedimentos de reprodução assistida, como a fertilização in vitro. Algumas alterações mais simples podem ser tratadas no consultório mesmo, mas não devem ser esquecidas pelo médico que trata o casal. Afinal, quem engravida é o casal.

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