A técnica é recomendada principalmente quando há limitações graves na coleta de espermatozoides (como baixíssima contagem, alterações de formato, vasectomia ou necessidade de biópsia testicular), histórico de tentativas anteriores sem sucesso ou quando a mulher produz poucos óvulos no ciclo. Nesses cenários, a intervenção direta otimiza o uso do material coletado.
Não necessariamente na taxa de gestação por transferência, que permanece semelhante entre as duas abordagens. A grande vantagem da ICSI está na taxa de fertilização: como o espermatozoide é inserido diretamente no óvulo, a chance de formação do embrião é consideravelmente maior, o que torna o método decisivo para quem possui poucos óvulos disponíveis.
A probabilidade de sucesso por ciclo gira em torno de 40%, podendo ultrapassar 70% de forma cumulativa ao longo de três tentativas. A idade da mulher é o fator de maior impacto nos resultados, além das particularidades clínicas de cada casal.
Para homens vasectomizados ou com ausência de espermatozoides no ejaculado (azoospermia/aspermia), é possível realizar procedimentos cirúrgicos simples de punção ou biópsia diretamente nos testículos ou no epidídimo. A ICSI permite utilizar esses poucos gametas resgatados para fertilizar os óvulos.
O procedimento exige extrema precisão e é executado com o auxílio de um microscópio de alta ampliação. O embriologista utiliza uma microagulha de precisão — cerca de 10 vezes mais fina que um fio de cabelo — para capturar um único espermatozoide selecionado e introduzi-lo delicadamente no interior do óvulo.
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